segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O alimentar de uma vingança


Mundo patético .. pessoa patética.
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Dei meu dinheiro .. mas não atenuou sua ganância.
Dei meu tempo .. mas sua integralidade era ás cegas.
Dei minhas risadas .. mas essa musicalidade não o agradava.
Dei minhas confissões .. mas eram consideradas histórias de uma perdida sem controle.
Dei minha vida, minha alma .. e mesmo assim nada foi bom o suficiente para sustentar sua busca incessante e doentia.
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Vitalidade roubada, usada e jogada ás traças.
Não sinto .. perdi as vontades, perdi a luz.
Ainda restou um pouco de mim?
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Não importa mais ..
Vivo num mundo sombrio, sem calor, sem amor, sem sentido.
Arrasada e ainda assombrada num mundinho medíocre no qual fui arrastada, vago pelos caminhos entrelaçados buscando uma saída ..
Escória da humanidade .. mundo sórdido com todos seus personagens controláveis.
Me enoja ..
Vivendo em vícios, que sustentam e me derrubam, participo mesmo não querendo .. mesmo não tendo mais nada a oferecer.
Observadora por necessidade, aprendi a jogar .. me contaminaram.
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E um dia o ser vazio e lúgrebe que você me transformou será o monstro que lhe infernizará até conseguir arrancar tudo o que lhe foi sugado com tamanha voracidade que temer não será o bastante ..
temer ..
finalmente farei você saber o que é temer alguém.