quinta-feira, 28 de março de 2013

Save me from my self-destruction


Gotejar .. negro feito petróleo, denso
.. por dentre meus sentimentos, minhas angústias e frustrações.
Estar vivo. morto. Rastejar pelos buracos construídos pelos meus medos, pelas minhas decepções.
Escondo-me do que parece ser o mundo. Mas será que este mundo pode-se dizer de meu?
Não foi assim que minhas vozes me ensinaram.
O que construí foi a terra dos perdidos, estranho frio vazio em meio à escuridão.
Vício em auto-destruição.
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You go home ..  and you cry ..  and you want to die.
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Inimigos não são necessários quando sua mente insiste em te destruir. Como alcançar o auto-controle?
Você não é boa o suficiente
Você não foi capaz, você não é capaz
Você errou, erros são inadmissíveis
Você não é bela

Você não é inteligente
Você nunca ... nunca será a perfeição que almeja ser.
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Volto para meu lugar sem luz. Coração ferido, sangra negro.
Dor, do tipo de dor que o físico não pode resumir .. psíquico, emocional, um delírio agonizante.
Apaixonada pela tristeza, isolada do bem e do mal, me vejo cercada de pessoas que sequer imaginam o que meu sorriso pode guardar.
Eu era importante para você? Eu nem ao menos faço falta.
Errei em depositar o que há de bom em mim em laços fracos, aprendi como as vezes a frieza pode ser uma proteção. Sequei cada gota de afeto, esmaguei cada centímetro de saudade e arranquei cada corrente que me prendia ao estado estático de vítima. Sigo com minhas ataduras em tom ameaçador ..
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Confusão. Tamanha mistura de coisas ruins me fazem fugir para o lugar que eu sempre acabo voltando .. por mais estável que minha sanidade possa aparentar.
Suicídio, e quem disse que para morrer se é preciso estar vivo?
Guerra constante de auto-críticas, limites, insatisfações ..
.. save me from my self-destruction -